Adrenalina, suor... me faltou o ar. O vento, cabelos bagunçados, medo. A voz que não queria sair, mesmo que eu me esforçasse. E só depois daí, consegui enxergar o quão bom é estar viva. O quão bom é poder respirar, o quanto é bom não sentir medo.
Cansei de adrenalina, de emoção... cansei de correr do perigo. Cansei de procurar por perigo pra me sentir viva. Cansei de me matar pouco a pouco a cada dia, de me esquecer, de esquecer como é bom estar viva.
E a única coisa que se passava na minha cabeça era... Será que morrer dói?
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 27 de dezembro de 2009
Em meus braços o espaço que sobrou do teu abraço, e em minhas mãos, punhos fechados pela dor de não poder sentir dor.
Eu acho que já não posso mais participar desse seu jogo, onde as regras favorecem somente a você enquanto eu perco, enquanto eu caio.
Eu acho que já não posso mais me colocar nessa luta, da qual o vencedor eu já sei bem quem é. Mas assim, eu não sou tão forte não, não sei seguir em frente tanto assim.
E eu acho que essa é a hora exata de dar o cheque mate e me descartar assim, em muitos pedaços, desse jogo que não parece mais ter um fim.
Eu acho que já não posso mais participar desse seu jogo, onde as regras favorecem somente a você enquanto eu perco, enquanto eu caio.
Eu acho que já não posso mais me colocar nessa luta, da qual o vencedor eu já sei bem quem é. Mas assim, eu não sou tão forte não, não sei seguir em frente tanto assim.
E eu acho que essa é a hora exata de dar o cheque mate e me descartar assim, em muitos pedaços, desse jogo que não parece mais ter um fim.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Eu estava intacta, paralisada, de olhos atentos e pensamento lá longe. Eu tinha os pés descaços mas não sentia frio. Tinha nas costas o peso do meu mundo, mas não me sentia exausta, mas não venha me perguntar como consegui isso, porque não saberei explicar.
Voltei ao meu mundo, olhei a toda volta, e só vi nostalgias. Senti cheiro de coisas que me lembraram coisas boas e coisas ruins ao mesmo tempo. Ouvi um som que fez com que eu me transportasse ao passado e ficasse por lá durante minutos que mais pareciam horas, e quando voltei, me deparei comigo mesma, sentada na calçada de uma rua vazia, tão vazia quando eu me encontrava, e é só.
Voltei ao meu mundo, olhei a toda volta, e só vi nostalgias. Senti cheiro de coisas que me lembraram coisas boas e coisas ruins ao mesmo tempo. Ouvi um som que fez com que eu me transportasse ao passado e ficasse por lá durante minutos que mais pareciam horas, e quando voltei, me deparei comigo mesma, sentada na calçada de uma rua vazia, tão vazia quando eu me encontrava, e é só.
Sou pequena. Tão pequena como uma chuva fina que quase não molha, e só fui perceber o quão minúscula sou, quando me deparei com a solidão. Me perdi em devaneios, e as divagações nada curtas me levaram a um lugar onde eu nem mesmo me conheço.
Me senti pequena assim, por ser pequena perto de tantas pessoas grandes de coração. Pessoas grandes, que se tornam cada vez maiores a cada dia, a cada amor, a cada sorriso.
Eu sou daquelas que a cada dia se torna ainda menor. Menor a cada sorriso não dado, a cada amor perdido no tempo, a cada coisa pequena que me torna ainda menor.
É, eu sou pequena, e fiquei ainda mais quando me senti grande. Quando achei que era a maior dentre todas as pessoas grandes. Mas eu não falo de tamanho não, falo de ser pequena de coração, pequena de querer bem... Mas não vou continuar, porque nisso, eu acho que sou um tanto quanto grande. Ou quem sabe, quase chego lá a cada dia.
Mas me sinto pequena, descartável, indiferente. E isso me machuca ainda mais.
Me senti pequena assim, por ser pequena perto de tantas pessoas grandes de coração. Pessoas grandes, que se tornam cada vez maiores a cada dia, a cada amor, a cada sorriso.
Eu sou daquelas que a cada dia se torna ainda menor. Menor a cada sorriso não dado, a cada amor perdido no tempo, a cada coisa pequena que me torna ainda menor.
É, eu sou pequena, e fiquei ainda mais quando me senti grande. Quando achei que era a maior dentre todas as pessoas grandes. Mas eu não falo de tamanho não, falo de ser pequena de coração, pequena de querer bem... Mas não vou continuar, porque nisso, eu acho que sou um tanto quanto grande. Ou quem sabe, quase chego lá a cada dia.
Mas me sinto pequena, descartável, indiferente. E isso me machuca ainda mais.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
E agora vem dizer , morena, que voce não quer ser mais a minha pequena e que prefere dormir e acordar nos braços de um outro alguém. Sabe , eu sei que errei quando eu te escondi a verdade
e demorei , mas to aqui e a saudade não me deixou te esquecer, não é assim que tem que ser. O fogo da lembrança é o que me aquece, já fiz de tudo pra que um dia 'cê regresse, me declarei como se fosse em uma prece... e se eu pudesse faria voce feliz.
E agora vem dizer , morena, que voce não quer ser mais a minha pequena e que prefere dormir e acordar nos braços de um outro alguém. E agora eu vou dizer , morena, que o passado não é mais nenhum problema, estou fadada a sonhar acordada pensando em te ver sorrir.
E eu me lembro de nós duas juntas deitadas na sua cama, minha camisa te servia te pijama, e a gente ria sem parar , pensava em se casar. (Scracho - Morena)
e demorei , mas to aqui e a saudade não me deixou te esquecer, não é assim que tem que ser. O fogo da lembrança é o que me aquece, já fiz de tudo pra que um dia 'cê regresse, me declarei como se fosse em uma prece... e se eu pudesse faria voce feliz.
E agora vem dizer , morena, que voce não quer ser mais a minha pequena e que prefere dormir e acordar nos braços de um outro alguém. E agora eu vou dizer , morena, que o passado não é mais nenhum problema, estou fadada a sonhar acordada pensando em te ver sorrir.
E eu me lembro de nós duas juntas deitadas na sua cama, minha camisa te servia te pijama, e a gente ria sem parar , pensava em se casar. (Scracho - Morena)
Eu estou despencando por ladeiras e mais ladeiras sem nenhum arranhão, você não vê? Você não vê como me mostro ser forte? Não percebe o quão fraca eu posso me tornar se eu cair mais uma vez?
Essas ladeiras, esse tombo... nunca pareceram doer tanto visto de longe. Agora de perto, eu sei como vai doer, as cicatrizes que vão ficar, e os sonhos que vou recordar pra sempre.
Essas ladeiras, esse tombo... nunca pareceram doer tanto visto de longe. Agora de perto, eu sei como vai doer, as cicatrizes que vão ficar, e os sonhos que vou recordar pra sempre.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Mais um cigarro, por favor? Acho que eu não posso mais aguentar essa pressão por muito tempo. Mais uma tragada e por ora, prometo me controlar. O passado está ali, encostado no presente e distante demais do futuro, e eu já não me conheço mais. É irônico, você não vê? A vida muda sem avisar e você sempre cai. E hoje eu prefiro enlouquecer do que ter que ficar perto do que é certo. Mais um cigarro... eu estou implorando, você não vê? Mais uma tragada, por favor? Para que a fumaça preencha o meu vazio, e eu prometo me controlar dessa vez.
Não é quem eu sou e sim como estou. O que passou não vai voltar... assim como quem eu costumava ser. Se mereci, não sei, mas não me vejo mais quando me encaro no espelho, e eu sei... é pecado de todo mundo não se conhecer.
Estou me descontrolando, e isso não me parece bom. Eu vou gritar bem alto e até quebrar algumas coisas somente pra ter uma tentativa vã e entender que eu não vou mudar. Eu vou cair de novo, e me iludir só por mais uma noite, e basta.
Não é quem eu sou e sim como estou. O que passou não vai voltar... assim como quem eu costumava ser. Se mereci, não sei, mas não me vejo mais quando me encaro no espelho, e eu sei... é pecado de todo mundo não se conhecer.
Estou me descontrolando, e isso não me parece bom. Eu vou gritar bem alto e até quebrar algumas coisas somente pra ter uma tentativa vã e entender que eu não vou mudar. Eu vou cair de novo, e me iludir só por mais uma noite, e basta.
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